Ela sabia como eles pensariam, então por muito tempo se forçou a acreditar que tinha tudo de que precisava e que não deveria se sentir daquele jeito. Porém continuava sofrendo. E se sentia tão culpada que fazia tudo a seu alcance pra todos estarem felizes. É uma menina tão generosa, e está sempre tão feliz. Todos acreditaram. Não há alguém no mundo que a tenha visto sorrir e sequer desconfiado do tamanho do esforço que ela fazia pra não chorar.
Mas tudo tem limite. Ninguém sabe explicar como ou porque, mas de uma hora pra outra o mundo dela virou de cabeça pra baixo e nada mais parecia confiável. Tudo que ela fazia antes parecia mais difícil agora, a máscara que ela colocava todos os dias de repente parecia mais pesada. Até que ela não conseguiu mais fingir. Caiu, e foi de cara no chão.
Várias mãos se ofereceram para puxá-la pra cima, mas ela não levantou. Ela não quer levantar, gosta do drama, da atenção. Mas ela tentou! Mas cada vez que ia se equilibrar, o mundo mexia e ela caía de cara no chão. De novo. Então cansou de tentar. Ali era tão confortável, tão fácil. Sem máscara pra colocar, sem emoções para fingir. Por que não ficar? E ficou. Os dias passavam e ela raramente percebia, ia de um para o outro sem saber que a noite havia passado. Dormia o tempo todo, então não fazia diferença.
Depois de um tempo todos pararam de perguntar se ela estava bem e se precisava de alguma coisa. Depois de um tempo todos se cansaram e passaram a achar que agora já é exagero, é frescura. Não é que eles não acreditem nela, é só que não a entendem. Afinal, ela tem uma família, uma casa, uma escola, comida na mesa, não tem do que reclamar. Eles pensavam exatamente como ela sabia que pensariam.
Um certo dia ela zapeava pelos canais de TV sem prestar atenção, era um dia como outro qualquer, uma tarde tão vazia como todas as outras, mas naquele dia, não se sabe porque, ela olhou em volta. Olhou e viu que não tinha mais ninguém ali. Se sentiu tão aliviada que parecia que tinha tirado um peso enorme de seus ombros.
E foi aí que ela percebeu. Percebeu que odiava eles tentando ajudar, tentando entendê-la e não dava a mínima para o que eles pensavam dela. Percebeu que não valia a pena ficar no chão. E daí que tudo parecia estar no lugar errado? Se ela continuar andando talvez encontre um lugar em que tudo pareça certo. Um lugar em que ela se sinta em casa.
Era um dia como outro qualquer, uma tarde tão vazia como todas as outras, mas naquele dia, não se sabe porque, ela acordou. Acordou do sonho que sonhava acordada. Acordou do modo automático sob o qual estava vivendo. Acordou pra vida. E decidiu vivê-la.
Mas tudo tem limite. Ninguém sabe explicar como ou porque, mas de uma hora pra outra o mundo dela virou de cabeça pra baixo e nada mais parecia confiável. Tudo que ela fazia antes parecia mais difícil agora, a máscara que ela colocava todos os dias de repente parecia mais pesada. Até que ela não conseguiu mais fingir. Caiu, e foi de cara no chão.
Várias mãos se ofereceram para puxá-la pra cima, mas ela não levantou. Ela não quer levantar, gosta do drama, da atenção. Mas ela tentou! Mas cada vez que ia se equilibrar, o mundo mexia e ela caía de cara no chão. De novo. Então cansou de tentar. Ali era tão confortável, tão fácil. Sem máscara pra colocar, sem emoções para fingir. Por que não ficar? E ficou. Os dias passavam e ela raramente percebia, ia de um para o outro sem saber que a noite havia passado. Dormia o tempo todo, então não fazia diferença.
Depois de um tempo todos pararam de perguntar se ela estava bem e se precisava de alguma coisa. Depois de um tempo todos se cansaram e passaram a achar que agora já é exagero, é frescura. Não é que eles não acreditem nela, é só que não a entendem. Afinal, ela tem uma família, uma casa, uma escola, comida na mesa, não tem do que reclamar. Eles pensavam exatamente como ela sabia que pensariam.
Um certo dia ela zapeava pelos canais de TV sem prestar atenção, era um dia como outro qualquer, uma tarde tão vazia como todas as outras, mas naquele dia, não se sabe porque, ela olhou em volta. Olhou e viu que não tinha mais ninguém ali. Se sentiu tão aliviada que parecia que tinha tirado um peso enorme de seus ombros.
E foi aí que ela percebeu. Percebeu que odiava eles tentando ajudar, tentando entendê-la e não dava a mínima para o que eles pensavam dela. Percebeu que não valia a pena ficar no chão. E daí que tudo parecia estar no lugar errado? Se ela continuar andando talvez encontre um lugar em que tudo pareça certo. Um lugar em que ela se sinta em casa.
Era um dia como outro qualquer, uma tarde tão vazia como todas as outras, mas naquele dia, não se sabe porque, ela acordou. Acordou do sonho que sonhava acordada. Acordou do modo automático sob o qual estava vivendo. Acordou pra vida. E decidiu vivê-la.
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